Se há paixão... tem que ser interminável,
louca, linda, obscena e impulsiva
Tem que ser arrogante,
gulosa, passional, delirante...

Promissão pactuada
na primavera do entardecer,
sem os estigmas comuns
e maculados

Se há amor...
tem que ser infinito!
Que seja doce, viril como néctar,
potente para explodir
o rojão dos orgasmos selvagens,
De transgredir
no prazer eufórico, carinhoso
e suave

No amor, nada é secreto
revela-se nos desejos, trejeitos,
olhar, na saudade sentida

Amar é gostar
do mesmo amor todos os dias
Há um mirar magnético,
ávido, matreiro,
sensual que arrebata...

Abstrai-se o passado,
vive-se o presente literalmente
deixando o coração partilhar
novos sonhos!


Paulo Silveira de Ávila